Carnaval 2026

SINOPSE

"Oxe ! Que Cordel é esse !?"

No Carnaval de 2026, a Costa de Prata abre as portas de um cordel vivo para contar a saga luminosa do vaqueiro Zé do Laço e da boiadeira Mariá, cujo amor nasceu no coração quente do Nordeste.

Ao ritmo da Literatura de Cordel, seguimos por feiras de gastronomia e artesanato, por ruas onde
ecoam o frevo, o batuque do Maracatu e as cores do Carnaval de Olinda.
A fé do povo acompanha-os: a Lavagem do Bonfim, a devoção a Nossa Senhora dos Navegantes, a magia azul da Festa de Iemanjá e a força ancestral de Oxalá e do Candomblé. Pelo caminho cruzam-se com figuras lendárias, como Lampião e Maria Bonita, símbolos maiores da coragem sertaneja.

Nas noites de São João, embalados pelo forró, Zé e Mariá descobrem que o amor vence a seca, a distância e o destino. E, quando o dia amanhece, é o Galo da Madrugada que abre alas para a celebração final, unindo fé, dança e tradição.
Assim se ergue este cordel encantado — uma homenagem à alma nordestina: vibrante, resistente, criativa e profundamente brasileira.

 

_

Mestre Sala e Porta-Bandeira

Comissão de Frente | “Frevo”

O frevo nasceu no Recife no final do século XIX, fruto da rivalidade entre bandas militares e grupos populares. É um ritmo acelerado, vibrante, que mistura elementos da marcha e da capoeira, transformando a dança num espetáculo de acrobacias e energia. As sombrinhas coloridas, hoje símbolo do frevo, começaram por ser usadas como defesa contra golpes, substituindo os porretes que os foliões levavam para se proteger. Reconhecido pela UNESCO como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade, o frevo é muito mais que música: é resistência, identidade e alegria.

Baianas

Baianas | “Gastronomia e artesanato”

A culinária nordestina é um encontro de sabores e histórias. Pratos como acarajé, vatapá, moqueca, baião de dois e carne de sol com mandioca revelam a mistura de influências indígenas, africanas e portuguesas. O uso do azeite de dendê, do leite de coco e da mandioca é marca registada desta cozinha rica e diversa. O acarajé, vendido por baianas nas ruas, é também uma oferenda nos rituais do candomblé. Além disso, a região é conhecida pelo uso generoso de frutas, que conferem frescura, cor e doçura a sumos, doces, compotas e licores tradicionais, tornando cada refeição uma experiência vibrante e única. No artesanato, destacam-se as rendas de bilro, bordados, cerâmicas, peças de couro e as xilogravuras que ilustram capas de cordel. Cada peça carrega a memória e a identidade de um povo, sendo muitas vezes passada de geração em geração como herança cultural.

2ª Ala | ``Candomblé``

2ª Ala | “Candomblé”

O candomblé é uma religião afro-brasileira que tem origem nas tradições trazidas pelos povos africanos. Baseia-se no culto aos orixás, divindades ligadas à natureza e às forças da vida, cada uma com características próprias, cores, comidas e ritmos. Os rituais incluem cânticos, danças e oferendas, realizados em terreiros, e são acompanhados por tambores que marcam a ligação entre o mundo espiritual e o humano. Um conceito central é o axé, a energia vital que sustenta tudo. Durante muito tempo, o candomblé foi perseguido e praticado de forma escondida, mas hoje é reconhecido como parte fundamental da identidade cultural brasileira. Entre os elementos mais visíveis estão os fios de contas coloridas usados ao redor do pescoço, que representam a ligação com os orixás e carregam proteção e axé, cada cor associada a uma divindade específica.

Mestre Sala e Porta-Bandeira

Maria Bonita e Lampião

No sertão nordestino, a história do cangaço é marcada por figuras lendárias como Lampião, conhecido como o “Rei do Cangaço”, e Maria Bonita, a primeira mulher a integrar o seu bando. O cangaço foi um movimento de bandos armados que, entre o final do século XIX e as primeiras décadas do século XX, percorriam o sertão, ora vistos como criminosos, ora como justiceiros contra as desigualdades sociais. Lampião e Maria Bonita tornaram-se símbolos de resistência e coragem, vivendo entre a luta e a poesia das caatingas. As suas histórias inspiram cordéis, músicas e filmes, mantendo viva a memória de um tempo de rebeldia e de busca por liberdade.

1ª Ala | ``O Galo da Madrugada``

1ª Ala | “O Galo da Madrugada”

O Galo da Madrugada é o maior bloco de Carnaval do mundo, reconhecido pelo Guinness desde 1994. Fundado em 1978 para resgatar o Carnaval de rua do Recife, hoje arrasta milhões de foliões pelas ruas da cidade. O desfile acontece no sábado de Zé Pereira e percorre 6,5 km ao som do frevo. Todos os anos, uma escultura gigante do galo é montada na Ponte Duarte Coelho, com design diferente e mensagens de paz. Em 2024, a escultura tinha 32 metros e foi feita com materiais reciclados, exibindo uma mistura vibrante de cores que simboliza a alegria, a diversidade e a energia do Carnaval pernambucano.

2ª Destaque | ``Maracatu``

2ª Destaque | “Maracatu””

O maracatu é uma manifestação cultural que nasceu em Pernambuco no século XVIII, ligada à coroação dos reis do Congo. Com tambores marcantes e personagens como o rei, a rainha e as damas do paço, mistura dança, música e religiosidade. Existem dois tipos principais: Maracatu Nação (baque virado), com forte ligação ao candomblé, e Maracatu Rural (baque solto), que incorpora elementos do Carnaval. A indumentária do caboclo de lança pode pesar até 30 kg, e a guiada que carrega é uma lança decorada com fitas coloridas, símbolo de força e proteção espiritual.

Ala Mirin | Lavagem do Bonfim

Ala Mirin | Lavagem do Bonfim

A Lavagem do Bonfim é uma das festas mais emblemáticas de Salvador, realizada na segunda quinta-feira após o Dia de Reis. Surgiu no século XVIII como um ato de limpeza da igreja feito por escravizados, mas hoje é um ritual de fé e sincretismo que une catolicismo e candomblé. Milhares de pessoas percorrem cerca de oito quilómetros até à Colina Sagrada, onde baianas vestidas de branco lavam as escadarias da igreja com água de cheiro, pedindo paz e prosperidade. Durante o cortejo, as portas da igreja permanecem fechadas, e as fitinhas do Bonfim, criadas em 1809, são amarradas com três nós, cada um correspondendo a um pedido secreto que só se realiza quando a fita se rompe sozinha.

1ª Destaque | “Oxalá”

3ª Ala | “Maracatu””

O maracatu é uma manifestação cultural que nasceu em Pernambuco no século XVIII, ligada à coroação dos reis do Congo. Com tambores marcantes e personagens como o rei, a rainha e as damas do paço, mistura dança, música e religiosidade. Existem dois tipos principais: Maracatu Nação (baque virado), com forte ligação ao candomblé, e Maracatu Rural (baque solto), que incorpora elementos do Carnaval. A indumentária do caboclo de lança pode pesar até 30 kg, e a guiada que carrega é uma lança decorada com fitas coloridas, símbolo de força e proteção espiritual.

SAMBA ENREDO CARNAVAL 2026

COMPOSITORES: CARLOS PINHO, LEQUINHO E JUNIOR FIONDA

Êêêê! Meu chão rachado
Do cordel branco e encarnado
Arretado meu sertão
Todo peito abrasado
Feito frevo e xaxado
Já viveu uma paixão
Será lenda ou boato
Fino traço, artesanato
Um amor que não tem fim
Puxe o fole sanfoneiro
Que o nordeste cancioneiro
Segue ao som do ajarim
Boiadeira e vaqueiro
Roupa branca, água de cheiro
Na lavagem do Bonfim

Dobra o tambor que tem festa pra Oxalá
No balaio levo flores à rainha Iemanjá
Bati cabeça, catulei a minha fé
Pra vencer qualquer demanda
Me firmei no candomblé

O amor rompeu a alvorada
Suor, emoção
O Galo da Madrugada
Arrastou multidão
Forró rasgado em Caruaru
Nas ladeiras de Olinda tem maracatu
Acende a fogueira, é noite de são João
Maria Bonita já chegou com lampião
Nossa Senhora alumia meu destino
E abençoa esse povo nordestino

Uma história de amor
Zé do Laço e Mariá
Festa no cangaço, vai até o sol “raiá”
O meu cordel é nó que não desata
Cabra da Peste! Sou Costa de Prata